Autor: Irina Aibara

INVESTIMENTO ou CUSTO?

No mercado imobiliário, o incorporador define suas metas de custo a partir do produto idealizado. E sabemos que não há garantia do valor dos insumos da concepção do Produto até a aquisição desses insumos na execução da obra. Um tempo variável, muitas vezes longo, se passa entre essas etapas do ciclo do empreendimento. E pensando nisso, ou seja, muito além do Desempenho da Edificação, é que ações precisam acontecer na concepção do Produto. Insistimos com nossos clientes que é dado de entrada da “compra do terreno” a medição de ruído do entorno do terreno, principalmente se o local “é silencioso”, como geralmente justificam a ausência dessa medição. E é exatamente por ser silencioso que precisamos desse relatório de medição que irá balizar as decisões de projeto e também de redução de custo, quando a obra for orçada. Sim, o custo de uma esquadria, para atender o Nivel de Ruído III, […]

NBR 15575 – O Fazer Consciente

Quando analisamos os 10 anos da publicação da NBR 15575, podemos ver com clareza, que nesse período que cobre aproximadamente 4 ciclos de Incorporação/Construção, que as empresas que trouxeram para as suas rotinas o atendimento à Norma de Desempenho, tem hoje total autonomia sobre o assunto. A cada empreendimento uma melhoria, uma adaptação do sistema construtivo, um ajuste nos procedimentos internos. Se estamos falando de 4 empreendimentos, hoje é possível que estas empresas tenham seu próprio arquivo de evidências, e com isso a segurança do atendimento é indiscutivelmente maior! Me orgulho dos clientes que percorreram esse caminho, alguns integralmente, alguns ainda parcialmente, mas caminhando sempre em direção à garantia do desempenho da edificação. Para isso, é necessário incorporar os conceitos básico da Norma de Desempenho. Compreender que cada decisão de Produto e Projeto tem dentro dela uma definição de desempenho que seguirá com o empreendimento até o fim. Não é […]

NBR 15575- O caminho entre a Decisão e a Responsabilidade

Atualmente, percebo que ainda existe uma inadequação dos papéis dos envolvidos no ciclo do empreendimento em relação à NBR 15575. Muitas áreas das empresas Incorporadora e Construtora permeiam o empreendimento e cada uma delas cabe sua parcela de ação e consequentemente responsabilidade. Quando falamos em ação, é mais fácil entender a responsabilidade, como por exemplo, a ação de comprar um determinado material. Ele já foi especificado dentro do desempenho pretendido e cabe ao responsável pela área de suprimentos, comprar o material, ou até substitui-lo, mantendo as características de desempenho já definida. Mas e quando falamos de “decisões” e não de “ações”? Como saber as consequências de uma decisão quando falamos de Desempenho do Edifício? Uma situação muito comum e básica, acontece em relação à cor da fachada do edifício. Uma “decisão” que é tomada, no início, e geralmente comercializada, sem que se entenda o comportamento daquela cor na Zona Bioclimática […]

Caminho Crítico da Norma de Desempenho- de 2013 à 2023

Como analisar o caminho crítico da aplicação de uma Norma tão abrangente quanto a NBR 15575 sem esperar o tempo passar, ciclo após ciclo dos empreendimentos imobiliários? E agora já é tempo de olhar para trás e identificar o caminho crítico. Fizemos uma análise criteriosa e comparativa dos nossos clientes em 2018, após 5 anos de aplicação da NBR 15575. Independente do índice de adesão e aplicação da Norma, que até hoje ainda é alto, ou seja, ainda muitas empresas Incorporadoras e Construtoras desconsideram a aplicação da Norma de Desempenho, fica muito claro que o “gargalo” em 2108 era a obra. Faz sentido, porque desde nos primeiros 5 anos de vigência a Norma da Desempenho o empenho era entende-la e incorpora-la ao Projeto. O Plano de Controle Tecnológico, era ainda uma nova etapa a ser vencida. E para a obra, acostumada com processos, instruções e processos de verificação, assim como […]

NBR 15575 – A Responsabilidade Compartilhada

Um dos principais conceitos da Norma de Desempenho é a RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA. Pode parecer um conceito muito amplo e de difícil entendimento dentro do Ciclo de Projeto e Obra de um Empreendimento Imobiliário. Neste post vamos dar um exemplo dos responsáveis por um único item de um projeto, para demonstrar que a simbiose dos envolvidos em todo o Ciclo do Empreendimento é uma das maiores garantias de atendimento à NBR 15575. Vamos usar o exemplo das vedações de um edifício residencial abaixo: Na etapa de Concepção do Projeto é de responsabilidade do Incorporador fornecer ao arquiteto informações sobre o Desempenho Pretendido para a Edificação, assim como as informações sobre o entorno, como nível de ruído, riscos previsíveis, contaminação do solo, entre outros. Estas informações precisam ser consideradas pelo Arquiteto na concepção do projeto, quando a idéia do produto a ser oferecido ao cliente se forma. No exemplo acima, temos um […]

Sobre a versão 2021 da NBR 15575

A NBR 15575 – Norma de Desempenho, publicada em 2013, foi revisada e suas partes publicadas durante todo o ano de 2021. A revisão abriu alguns itens da Norma, descrevendo parâmetros e principalmente forma de cálculo do Desempenho Térmico, além de incluir na parte I – Item 11 – Desempenho Térmico itens não contemplados na publicação de 2013, na verdade, incluindo outros métodos de avaliação das propriedades térmicas dos materiais e elementos construtivos, que apuram melhor os resultados e garantem o desempenho térmico da edificação. A simulação computacional já descrita na versão 2013, teve o processo necessário descrito detalhadamente, da mesma forma que a extração dos resultados à partir dela. Foram também normatizados os softwares com as características mínimas de apropriação de dados e capacidade de resultados, e os critérios de modelagem, o que coloca na mesma régua todas as análises térmicas. Foi incluídos alguns Requisitos a serem considerados na […]

PDE-Perfil de Desempenho da Edificação

Hoje o nosso tema é o PDE – Perfil de Desempenho da Edificação, documento exigido nas auditorias do SGQ, que define o desempenho desejado e atingido para o empreendimento. Sendo este o objetivo, precisamos ter clareza da usabilidade deste documento durante todo o ciclo do empreendimento, e ter definidas as responsabilidades atreladas a ele. O desempenho desejado para a edificação precisa estar claro quando da concepção do produto, ou seja, o incorporador deve informar ao arquiteto qual o desempenho desejado para aquele edifício, assim como a VUP – Vida Útil de Projeto. A concepção do produto deve considerar isso nos mais variados desdobramentos dos critérios da Norma de Desempenho que podem e devem ser atendidos nesta etapa do Projeto. Após esta definição, o PDE vai se consolidar no Projeto Executivo, e deverá ser do conhecimento e/ou gerido pelas áreas de Qualidade, Planejamento, Suprimentos e Obra, incluindo a Assistência Técnica. Uma […]

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Desempenho e Respeito ao Consumidor

Desde 2013 quando da publicação da NBR 15575, que veio para recompor os requisitos mínimos de desempenho das edificações de uso residencial, observamos as diversas formas que as empresas adoram para atende-la., seja delegando à consultorias, seja capacitando a equipe interna. O treinamento dos envolvidos, em todas as etapas do ciclo do empreendimento continua sendo o melhor investimento para garantia do atendimento da Norma de Desempenho, assim como implantar um processo de gestão dela, de forma que gradativamente, ela esteja incorporada nos processos de concepção do projeto até a entrega da obra, passando pelas várias áreas da empresa. Ao atingir esse ponto, estaremos falando de DESEMPENHO e QUALIDADE como conceitos abrangentes e não apenas de atendimento à uma Norma. SIM! Porque temos hoje empresas preocupadas com os CONCEITOS mesmo sem a obrigatoriedade de atender a Norma, como por exemplo nos edifícios comerciais. O respeito ao usuário e o conforto necessário […]

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Gestão da Norma de Desempenho

Hoje vamos falar sobre a Gestão da Norma de Desempenho dentro do ciclo do empreendimento e o porque da responsabilidade em atende-la é dita compartilhada, e realmente esta é a palavra que define a Gestão da Norma. Temos visto muito as Incorporadoras “compartilharem” a responsabilidade do atendimento à Norma de Desempenho com seus projetistas, o que faz com que um terço das responsabilidades seja atribuída para garantia do atendimento, desde que o ESCOPO de cada projetista seja bem definido em relação aos entregáveis. E dentro das etapas de projeto o ESCOPO também precisa se definido dentro do factível, ou seja, na fase de Produto ou Projeto Legal, o que pode ser previsto para que a Norma de Desempenho possa ser atendida quando do desenvolvimento do Projeto Executivo. Precisamos lembrar que em muitas empresas, são departamentos ou pessoas diferentes que gerenciam o projeto nas suas diferentes fases, e o compartilhamento da […]

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Estudo de Caso – Sistema de Vedação Externa

Neste post vamos comparar o despenho do caixilho dentro do sistema de vedação externa, tomando como base a parede com: Largura: 4,00m Pé-direito: 2,80m Caixilho: 1,40m x 1,20m Localizado numa zona de ruído II onde o índice de redução sonoro para ensaio em laboratório para o desempenho superior é de ≥40db SISTEMA TIPO 1 Parede de alvenaria com bloco cerâmico Light 14x19x29 – 1,5 MPa assentado com argamassa de assentamento estrutural 4 Mpa, com junta de 1cm e revestimento de argamassa de reboco grosso na face externa com espessura (incluindo o chapisco) de 2,5 cm e com revestimento de reboco médio na face interna com espessura de 1,0 cm. Espessura mínima total da parede de 17,5cm., apresenta o NIVEL DE REDUÇÂO SONORA de 39dB. Pela calculo da redução sonora do sistema a esquadria deverá apresentar a redução de 44db. SISTEMA TIPO 2 Parede de alvenaria com bloco cerâmico Light 19x19x29 […]

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